Ministério recorre à Força Nacional após ameaça contra Funai e próprios indígenas Dados do setor de corte ganham valor estratégico com IA da aplicada à criação Com ação das Farc, rios viram principal porta de entrada de Supermaconha
Escalada

Operações contra crimes cibernéticos subiram de 300 para mais de mil por ano

Dados da PF mostram que uso de deepfakes cresceu 830% no Brasil entre 2024 e 2025

  • 512 Visualizações
  • 15/04/26 18:00
Operações contra crimes cibernéticos subiram de 300 para mais de mil por ano

São Paulo, SP - As operações da Polícia Federal contra crimes cibernéticos aumentaram de cerca de 300 em 2022 para mais de mil por ano desde 2024, revelou o agente da corporação Gustavo Pires de Sá, em discurso durante o Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), em São Paulo. "Isso representante uma mudança de prioridade da PF no combate ao crime digital", afirmou.


Segundo Pires de Sá, 42,5% das fraudes financeiras no Brasil já estão sendo conduzidas com o uso de ferramentas de inteligência artificial.


Ele citou ainda dados que mostram que o uso de deepfakes cresceu 830% no País entre 2024 e 2025. "O Brasil é um dos maiores produtores de malware bancário do mundo", comentou.


No ano passado, a PF firmou um acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) para a adesão do setor à plataforma Tentáculos, base única de dados que centraliza informações sobre crimes financeiros no ambiente digital. "É um repositório em que a PF recebe dados de bancos, adquirentes e fintechs sobre fraude, para que tenhamos uma visão mais completa dos movimentos", explicou Pires de Sá.


O agente explicou que a ferramenta já conta mais de 40 parceiros, que incluem associações como a Abecs. Exortou, porém, mais instituições fnanceiras a aderirem à plataforma e que reportem os casos de maneira mais célere. "É importante termos uma visão completa na investigação das fraudes", disse.


Foto: Freepik

Mais matérias Polícia

img
Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.