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COFRE OU CORTINA?

Nomes se acumulam no caso Master, mas rastro do dinheiro segue na escuridão

Imbróglio nacional e escandaloso entrou na fase em que o barulho cresce na mesma proporção em que o essencial se esconde.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 11/04/26 17:00
Nomes se acumulam no caso Master, mas rastro do dinheiro segue na escuridão
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os últimos dias, uma fila de nomes conhecidos passou a frequentar o noticiário, puxada por relatos de bastidores e supostos vínculos com o operador do esquema, o empresário Daniel Vorcaro. Entre os citados, figuras com trânsito nos mais altos círculos de poder, como Michel Temer, Antônio Rueda, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski e ACM Neto. A vitrine está montada; o cofre, não.

Nomes de peso na República, investidores e fundos aparecem como pano de fundo no escândalo, mas a trilha do dinheiro, ninguém sabe/Fotos: Divulgação.

Teatro cheio

A cada novo capítulo, o roteiro ganha personagens, versões e distrações. Percentuais aqui, promessas ali, relações acolá. O debate se expande e se dilui. É o tipo de enredo que ocupa espaço, mas não necessariamente esclarece.

E a conta não aparece. No centro da crise, uma pergunta continua sem resposta verificável: onde estão os recursos que sustentavam a engrenagem?

Investidores, fundos e estruturas financeiras aparecem como pano de fundo, mas a trilha do dinheiro - com começo, meio e fim - segue fora do alcance público. Sem isso, o resto é acessório.

 Cortina em movimento

Para quem acompanha casos dessa natureza, o padrão é conhecido: quando o núcleo financeiro ameaça emergir, o ambiente se enche de ruído lateral. Nomes pesados ajudam a capturar atenção, mas também ajudam a dispersar.

Importa e distrai

Se houver irregularidades em repasses ou intermediações, elas precisam ser apuradas. Mas não substituem o ponto central. Porque, no fim, não é sobre quem circulou no entorno. É sobre o que saiu do caixa - e para onde foi.

Sem resposta para isso, o caso avança no espetáculo e patina na substância. E, em matéria de dinheiro, silêncio demais nunca foi detalhe.

Papo Reto

Davi Alcolumbre (foto),  marcou sessão conjunta para o dia 30 com um único item na pauta: o veto ao PL da Dosimetria, que beneficia condenados por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro. 

•A sabatina de Jorge Messias para a vaga no STF será em 29 de abril. A data foi marcada em consenso entre os senadores Davi Alcolumbre, Otto Alencar e Weverton, escolhido para relatar a indicação. 

Weverton se arriscou a dizer que a indicação de Jorge Messias para o STF é um "caminho construído" e que vê um "clima favorável" para a aprovação, antecipando que seu relatório seja positivo. 

•Sete deputados formalizaram candidatura à vaga aberta no TCU com a aposentadoria de Aroldo Cedraz. A sabatina na Comissão de Finanças e Tributação está marcada para 13 de abril, e a votação no Plenário, para 14 de abril.

Odair Cunha aparece como favorito, com apoio de 12 partidos e do presidente da Câmara, Hugo Motta.

•O PL trocou Hélio Lopes por Soraya Santos como candidata do partido à vaga aberta no TCU. A mudança foi articulada pelo senador Flávio Bolsonaro, que defendeu ampliar a presença feminina na Corte.

O nome de Soraya, muito querida entre os pares, e indubitavelmente uma liderança feminina, coloca um ingrediente novo na disputa. 

•A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, anunciou que deixará o cargo antes do previsto para assegurar uma transição tranquila antes das eleições de 2026. 

•Lula sancionou três leis de combate ao feminicídio. Entre elas, a que torna obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica por agressores. 

•Lula afirmou que o endurecimento de leis sobre feminicídio trata sintomas do preconceito, mas não resolve a causa. Para ele, somente ações voltadas à educação podem solucionar o cenário. 

Hugo Motta celebrou a sanção de leis contra o feminicídio e destacou que a Câmara continuará trabalhando no combate à violência.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.