Estudo nacional do Incra mostra hectare pouco mais de R$ 2 mil no Marajó e quase R$ 40 mil no sul do Estado.
Atlas do Mercado de Terras no Brasil 2025, elaborado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, desenha um mapa revelador do Pará rural: o Estado aparece como território de contrastes agudos, onde o hectare pode valer o preço de uma motocicleta usada ou o de um apartamento popular.

Logo acima aparecem os municípios do eixo da PA-150 - Abaetetuba, Cametá, Moju e Tailândia -, com valores entre R$ 2.334 e R$ 3.562 por hectare. O Baixo Amazonas - Alenquer, Óbidos, Oriximiná, entre outros - segue na mesma faixa, oscilando de R$ 2,730 a R$ 4,247.
Na região de Bragança e entorno, que abrange municípios da Zona Bragantina e parte do Salgado, o hectare já alcança patamares entre R$ 3.735 e R$ 9.279. É uma área com maior dinamismo produtivo e proximidade relativa de mercados consumidores.
A região de Castanhal e municípios da área metropolitana de Belém aparecem em faixa intermediária superior: de R$ 5.128 a R$ 15.542 por hectare. Mesmo próximos da capital, os valores ainda ficam abaixo das áreas mais pressionadas pela fronteira agrícola.
Os números mais altos estão nas chamadas Zonas Homogêneas 1 a 6, classificações técnicas do Atlas para mercados com características produtivas semelhantes.
A Zona Homogênea 4 - que inclui municípios como Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras e Santana do Araguaia - registra os maiores valores: de R$ 15.905 a R$ 39.851 por hectare em áreas agricultáveis. É o Pará do agronegócio consolidado, com forte presença de pecuária e agricultura mecanizada.
Já as Zonas Homogêneas 1 e 5, associadas a regiões de mineração e expansão produtiva, apresentam valores entre R$ 15.487 e R$ 24.219 por hectare.
No corredor da BR-010 - Belém-Brasília -, municípios como Paragominas, Ulianópolis e Dom Eliseu mantêm forte dinamismo produtivo, o que sustenta patamares elevados de valorização, ainda que não sejam os mais caros do Estado.
O Atlas divide o País em 245 Mercados Regionais de Terras e trabalha com valores mínimos, médios e máximos por hectare, a partir de transações efetivas, ofertas e referências técnicas. Não se trata apenas de especulação, mas de parâmetros utilizados para políticas públicas, regularização fundiária, crédito rural e desapropriações.
No caso do Pará, três vetores explicam o abismo interno: Infraestrutura e logística: acesso a rodovias e corredores de escoamento; produtividade produtiva: presença de pecuária intensiva e agricultura mecanizada; e pressão econômica: mineração e contribuições da fronteira agrícola.
Enquanto o hectare médio nacional gira em torno de R$ 22 mil, boa parte do território paraense fica abaixo desse patamar. Mas algumas regiões já operam em nível semelhante ao Centro-Oeste consolidado.
O levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária desmonta a ideia simplista de que o Pará é sinônimo de “terra barata”. Ainda há extensas áreas com valores modestos, especialmente em regiões isoladas. Mas também há bolsões de alta valorização que revelam um Estado cada vez mais integrado ao mercado nacional de terras. No fundo, o Atlas não mostra apenas preços; mostra a direção da ocupação, a força dos corredores produtivos e o avanço de modelos econômicos distintos convivendo no mesmo território.
Entre o Marajó e o sul do Estado, o Pará abrigou um dos maiores contrastes fundiários do País - e o hectare virou poluição dessa desigualdade.
O Pará receberá uma parcela maior do primeiro edital que selecionará organizações, com e sem fins lucrativos, que irão operacionalizar a regularização fundiária e ambiental, além de oferecer assistência técnica a famílias que moram nos territórios de 48 municípios dos Estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima, todos na Amazônia Legal. Do total de R$ 131,9 milhões previstos, R$ 57 milhões serão destinados para atender a 21 municípios paraenses. O prazo para as entidades que apresentam propostas se encerra no próximo dia 2 de março e os selecionados terão dois anos para executar o contrato, a partir da emissão da nota de serviço.
A chamada pública foi anunciada no dia 2 deste mês e contará com financiamento de R$ 131,9 milhões do Fundo Amazônia, dentro do programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia. De acordo com o edital, nesta etapa a expectativa é atender a 7.312 famílias entre agricultores familiares, ocupantes de terras públicas federais ainda sem destino ou assentados no Incra.
Segundo informações do ministério, a iniciativa mira a garantia da propriedade da terra e a inclusão produtiva. O projeto apoiará a regularização ambiental e fundiária para oferecer Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para que os agricultores aprimorem sua renda de forma sustentável, mantendo a floresta em pé. “O projeto prioridades pequenas propriedades rurais – imóveis com até quatro módulos fiscais – localizados em assentamentos ou áreas de glebas públicas federais sem destinação”, informa o ministério.
Conforme o edital, nesta chamada serão 16 lotes licitados, sendo o maior volume de recursos destinados ao Pará, com R$ 57 milhões, que deverão atender à regularização de 3.164 famílias em Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão, Altamira, Anapu, Medicilândia, Uruará, Placas, Prainha, Rurópolis, Cumaru do Norte, Itupiranga, Marabá, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Dom Eliseu, Paragominas, Portel, Rondon do Pará e Ulianópolis (Com informações da Revista Cenarium).

•O ex-deputado Raimundo Belo não é mais diretor Financeiro da Agência Agropecuária do Pará, a Adepará. Sua exoneração foi publicada hoje no Diário Oficial do Estado.
•Para o lugar dele foi nomeado Evaldo Martins, que atuou como secretário da então prefeita de Capitão Poço e atual deputada estadual pelo MDB, Diana Belo (foto), responsável pela indicação.
•A coluna havia antecipado a saída de Belo do cargo em dezembro do ano passado, em meio às informações sobre a separação dele e Diana Belo, que o indicou ao cargo num processo tumultuado e é apontado como responsável pela exoneração.
•Não será novidade se, a partir de agora, em vez de estacionar no pátio da Agência, em Belém, vindo de Capitão Poço, Raimundo Belo marcar ponto em um conhecido prédio de Ananindeua.
•O governo Lula religou o sinal de alerta e fez o que mais sabe fazer: aumentar impostos.
•Desta vez foi a imposto de importação de 1.200 produtos, incluindo máquinas, equipamentos e até itens de tecnologia.
•A estratégia, diz Haddad, é "reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria nacional", mas o maior interesse - no caso, o setor produtivo -, criticou a nova resolução.
•Apesar de todas as evidências de envolvimento de Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Edson Fachin confirmou o arquivamento do pedido de suspeita contra o ministro no caso Master.
•Agora, a Polícia Federal volta a se reunir com o ministro André Mendonça nesta segunda-feira para detalhar a investigação sobre o Banco Master.
•A Corregedoria Nacional de Justiça apura meandros da estranha absolvição de um acusado de estupro de menina de 12 anos em Minas Gerais.
•Imagina se soubermos que, no Pará, foi condenado por unanimidade em todas as instâncias da Justiça que nunca botou os pés na cadeia.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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