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Morre Zuenir Ventura, mestre da escrita e do jornalismo brasileiro, aos 95 anos

Em 30 de outubro de 2014, foi eleito para a cadeira nº 32 da ABL, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna

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  • Da Redação | Estadão Conteúdo
  • 22/09/26 21:00
Morre Zuenir Ventura, mestre da escrita e do jornalismo brasileiro, aos 95 anos

São Paulo, SP - O escritor, jornalista e Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Zuenir Ventura, 95 anos, morreu nesta terça-feira, 22. A morte foi confirmada pela família. Ele deixa a esposa, Mary Ventura, e dois filhos: Elisa e Mauro.


Zuenir nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se para Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro e, sem abandonar os estudos, ajudava seu pai - que era pintor - e chegou até a trabalhar como office boy.


Queria ser professor e, ainda jovem, ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário. Aos 20 anos, se mudou para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).


Em 30 de outubro de 2014, foi eleito para a cadeira nº 32 da ABL, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna.


No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de 12 reportagens sobre Os anos 60 - a década que mudou tudo, posteriormente publicada em livro. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.


Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro 1968 - o ano que não terminou, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. O livro serviu também de inspiração para a minissérie Os anos rebeldes, produzida pela TV Globo. O capítulo "Um herói solitário" inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.


Velório


O velório de Zuenir Ventura, mestre do jornalismo brasileiro, será na quarta-feira, 23, na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio de Janeiro


A cerimônia de despedida será aberta ao público, e o enterro ocorrerá no Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.