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Insulina glargina amplia opções de tratamento para diabéticos em Belém

Prefeitura promove capacitação e prepara profissionais da rede municipal para a transição gradual da insulina NPH para a nova opção terapêutica

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  • Da Redação | Com a Agência Belém
  • 20/08/26 14:00
Insulina glargina amplia opções de tratamento para diabéticos em Belém

Belém, PA - A Prefeitura de Belém está avançando na preparação da rede municipal de saúde para a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina, medicamento de ação prolongada destinado, inicialmente, a pessoas com diabetes dentro das faixas etárias definidas pelo Ministério da Saúde. A mudança busca ampliar a segurança, a praticidade e a qualidade do tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A capacitação dos profissionais ocorreu na Universidade da Amazônia (Unama), no campus Alcindo Cacela, reunindo equipes da rede municipal para orientações sobre a nova insulina, as canetas aplicadoras e os cuidados necessários durante o processo de transição.


A glargina é uma insulina de ação prolongada e, diferentemente da NPH, que em alguns tratamentos precisa ser aplicada duas vezes ao dia, pode proporcionar cobertura por aproximadamente 24 horas com uma aplicação diária, conforme indicação médica. A mudança, no entanto, será feita de forma gradual e de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.


Segundo a farmacêutica da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Miracy Rebelo Tupinambá, a mudança pode representar mais segurança e praticidade para os pacientes, especialmente aqueles que apresentam maior vulnerabilidade clínica.


“A glargina vai ser aplicada uma vez ao dia. Isso traz para o paciente uma segurança e uma eficácia maior no tratamento, principalmente considerando a vulnerabilidade clínica que alguns pacientes apresentam, como os idosos”, explicou Miracy.


A referência técnica e coordenadora da Assistência Farmacêutica da Sesma, Elaine Suana Brandão Lopes de Oliveira, explica que a NPH não será retirada imediatamente do SUS.


“Vai acontecer de forma gradativa, de acordo com as faixas etárias estabelecidas pelo Ministério da Saúde. O objetivo é trabalhar para a melhoria da qualidade dos pacientes diabéticos”, afirmou Elaine.


Inicialmente, a estratégia contempla pessoas de 2 anos até menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O processo depende da avaliação e do acompanhamento da equipe de saúde.


Caneta facilita aplicação


Além da mudança na insulina, a nova estratégia também envolve a utilização de canetas aplicadoras. Durante a capacitação realizada na Unama, os profissionais receberam orientações sobre o funcionamento e o manuseio do dispositivo.



O farmacêutico Valdemir Cordeiro de Paula, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), participou da formação e explicou que a caneta torna a aplicação mais simples e segura para o usuário.


“O conteúdo já fica dentro da própria caneta. É só colocar a agulha, selecionar o número de unidades e fazer a aplicação de forma segura. O manuseio é mais fácil e seguro para o paciente”, destacou Valdemir.


Mais autonomia para quem vive com diabetes


Para a referência técnica de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Sesma, Maria Fernanda Costa, a mudança representa um avanço na assistência às pessoas que convivem diariamente com o diabetes.


“A principal mudança é trazer mais praticidade e conforto para o tratamento, com a aplicação da glargina uma vez ao dia e maior facilidade no uso das canetas. Isso pode facilitar a rotina, melhorar a adesão e proporcionar mais autonomia e segurança para o paciente”, enumerou Maria Fernanda.


A profissional reforça que a transição não deve ser feita por conta própria. Cada paciente será avaliado e orientado pela equipe responsável pelo acompanhamento do tratamento.


A capacitação realizada na Unama faz parte da preparação da rede municipal para a implementação da nova estratégia. A formação permite que os profissionais conheçam as características da glargina, aprendam sobre o uso das canetas e estejam preparados para orientar os pacientes durante a mudança.


“A chegada da insulina glargina representa mais uma conquista na qualificação da assistência, trazendo mais segurança, praticidade e qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo SUS”, destacou Maria Fernanda.


Serviço


Pacientes inicialmente contemplados

- Pessoas de 2 anos até menores de 18 anos com diabetes tipo 1;

- Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.


A transição será gradual e individualizada, conforme avaliação e prescrição da equipe de saúde.


Atenção: quem usa NPH não deve trocar para a glargina por conta própria. A mudança será orientada e acompanhada pelos profissionais responsáveis pelo tratamento. A NPH continuará sendo utilizada no SUS e não será retirada de forma imediata.


Para receber orientações sobre o tratamento, o usuário deve procurar sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e conversar com a equipe responsável pelo acompanhamento.


Foto: Agência Belém

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.