Exoneração confirma perda de espaço do ex-coordenador fazendário e encerra mais um capítulo da queda de braço travada nos bastidores.
dificuldade que algumas figuras da política têm para fazer a leitura correta de cenários e correlações de força costuma produzir desgastes evitáveis. Na Secretaria da Fazenda do Pará, a mais recente movimentação publicada no Diário Oficial deixou isso cristalino.

Sem alarde, mas com forte simbolismo político e administrativo, o secretário da Fazenda, Renê Souza Júnior, conseguiu desidratar de vez a estrutura comandada por Paulo Sérgio Gomes dentro da Sefa. A exoneração do agora ex-coordenador fazendário foi oficializada pela Casa Civil no último dia 25, com efeitos retroativos a 15 de maio.

A portaria publicada pelo chefe da Casa Civil, Luiziel Guedes, substitui Paulo Gomes por José Moreira Neto no cargo de Coordenador Fazendário, encerrando uma disputa interna que já vinha se arrastando havia meses.
Nos bastidores do governo, a avaliação é de que Paulo Sérgio voltou a apostar num cabo de guerra político contra Renê Júnior imaginando ter ambiente favorável para sustentar influência na máquina fazendária. Perdeu.
A mudança também reforça um aspecto cada vez mais perceptível dentro do núcleo do governo: a ascensão política da vice-governadora Hana Ghassan ao centro das decisões estratégicas da administração estadual.
Embora sem declarações públicas ou exposição excessiva, Hana vem consolidando autoridade nos bastidores e ampliando capacidade de arbitragem em áreas sensíveis do governo. E a disputa na Fazenda acabou servindo como mais uma demonstração prática disso.
Interlocutores do Palácio dos Despachos afirmam que o desfecho da crise interna na Secretaria passou pelo crivo direto do novo eixo de poder instalado no governo.
A saída de Paulo Gomes não representa apenas troca de nomes num cargo de confiança. Dentro da engenharia política da Sefa, o movimento é lido como perda concreta de musculatura administrativa e de influência.
A coordenação fazendária sempre foi vista como espaço estratégico dentro da Secretaria, especialmente pelo alcance operacional e pela interlocução política construída ao longo dos últimos anos.
Ao substituir Paulo por um nome alinhado ao atual comando da pasta, Renê Júnior sinaliza que retomou integralmente o controle interno da estrutura fazendária - e sem necessidade de confronto público.
No governo, a leitura predominante é simples: enquanto alguns ainda operam sob lógica de grupos e territórios, o centro decisório já mudou de lugar faz tempo.
•O Pará parece ter institucionalizado o trânsito em “modo tartaruga”. No trecho Belém–Mosqueiro, com apenas 64 quilômetros, motoristas gastam quase duas horas entre lombadas, radares e congestionamentos.
•Para Salinópolis, a média supera quatro horas. Em Belém, ruas esburacadas e sinalização precária completam o cenário.
•Na Aristides Lobo com Assis de Vasconcelos, no Reduto, a ausência de placas transforma o cruzamento em fábrica diária de buzinas, contramão e risco de acidentes.
•O paraense já se acostumou a dirigir entre crateras e armadilhas urbanas.
•A eleição de 2026 pode se transformar numa prova de sobrevivência para partidos e federações.
•Com regras mais duras da cláusula de barreira, legendas precisarão ampliar votação, eleger bancadas maiores e garantir presença nacional mais robusta para continuar tendo acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV.
•Pelo menos onze partidos chegam à disputa em situação considerada delicada.
•O Congresso derrubou trechos do veto presidencial à LDO e voltou a autorizar repasses federais para obras municipais em período eleitoral.
•Nos bastidores de Brasília, a medida já é vista como combustível extra para prefeitos e parlamentares em ano de campanha.
•Uma minirreforma eleitoral aprovada pela Câmara abriu espaço para o uso de mensagens automatizadas por partidos políticos em aplicativos.
•A proposta autoriza disparos a pessoas cadastradas em canais oficiais das legendas. Especialistas apontam possível conflito com entendimentos atuais do TSE sobre disparos em massa e consentimento digital.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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