Depois de quase ser abolido no início do ano, programa estadual volta ao centro de uma crise entre Seduc e gestão municipal
Postagens nas redes sociais expõem a gravidade da decisão e diretores em pelo menos três escolas do município/Fotos: Divulgação.
Sistema de Organização Modular de Ensino, o Some, política que leva ensino médio presencial às regiões mais remotas do Pará, segue atravessando um ano turbulento. Quase extinto no primeiro trimestre - por decisão publicada em lei e revertida apenas após a ocupação da Seduc em Belém -, o programa volta a ser ameaçado, agora não pela caneta do Estado, mas por movimentos silenciosos em municípios.
O caso mais recente vem de Igarapé-Miri, no Baixo Tocantins, onde um ofício assinado em 27 de novembro pelo gestor escolar Marinaldo Santos de Castro surpreendeu professores e estudantes da Escola Municipal Rural Graziela Gabriel, no rio Panacauera. O documento informa que não haverá salas disponíveis para atendimento do Some a partir de 2026. A justificativa: reorganização das turmas e transformação do espaço onde funcionam os 2º e 3º anos em “área dinâmica” para jogos e para garantir merenda em local “digno”.
Para professores e alunos, a mensagem é direta: a escola municipal está retirando o espaço físico - peça-chave da parceria que mantém o Some funcionando. O Estado fornece professores; as prefeituras cedem salas. Sem sala, não há aula. “É um raciocínio simples”, dizem docentes.
Os relatos indicam que a decisão não surgiu isoladamente. Professores afirmam que a Secretaria Municipal de Educação foi informada, já que diretores vêm reclamando do aumento das matrículas após o programa federal “Pé de Meia”, que garante R$ 200 mensais a estudantes frequentes. O benefício impulsionou matrículas e reduziu evasão - exatamente o que o Some sempre buscou enfrentar.
Mas, segundo um professor que pediu anonimato, a pressão por infraestrutura caiu sobre as escolas municipais, que administram tanto o ensino fundamental quanto as turmas do Some:
“Depois do ‘Pé de Meia’, aumentou bastante o número de alunos. Diretores dizem não dar conta. Agora, alguns estão se rebelando. Não fazem isso sozinhos e muito menos sem anuência superior.”
A diretora da escola rural tenta obter esclarecimentos, mas, segundo relatos, o gestor não responde mensagens nem atende ligações.

A possível retirada das salas acende alerta entre estudantes do Some, muitos ex-alunos do fundamental na própria escola. Em redes sociais, classificaram a medida como “absurdo” e “ataque ao futuro”:
“Como o gestor diz que não fazemos parte da escola? Sonhos podem ser destruídos”, escreveu uma aluna.
Professores lembram que o Estatuto da Criança e do Adolescente assegura igualdade de condições para acesso e permanência no ensino - algo incompatível com o fechamento de turmas.
Procurado, o gestor Marinaldo Santos afirmou que houve “leitura equivocada” do documento. Disse que o ofício “não menciona exclusão do Some”, mas “pede ajuda” para providências estruturais. E sugeriu que a solução poderia vir do Estado: construção de novas salas. Reforçou que a escola é municipal e que os alunos do Some pertencem à rede estadual. “O Some vai continuar. A intenção é buscar melhorias para todos.” Questionado sobre o plano concreto para novas salas, respondeu que “não há confirmação”.
Sem sala, sem previsão de obras e com diretores locais agindo à revelia de convênios formais, o Some volta ao limbo que quase o extinguiu meses atrás. A comunidade do Panacauera - e agora de outras vilas do município - teme que a nova ofensiva aconteça longe dos holofotes que, no início do ano, forçaram o governo estadual a recuar.
O futuro do Some em Igarapé-Miri, por enquanto, cabe numa equação incômoda: um ofício, três escolas, uma secretaria silenciosa - e centenas de estudantes à deriva.

•Defensor da causa animal, o deputado estadual Erick Monteiro (foto) participou ontem da abertura da campanha "Dezembro Verde", em Xinguara, sudeste do Pará, iniciativa inédita na cidade.
•A campanha é voltada para a conscientização sobre o abandono de animais e para o estímulo à adoção responsável.
•Durante o evento, o parlamentar anunciou que irá destinar R$ 500 mil para a criação de um abrigo público destinado a acolher animais em situação de vulnerabilidade.
•A sede da escola de samba Rancho Não Posso me Amofiná, que estava na lista de bens do leilão do TRT8, foi retirada do lote de número 23, e não foi a leilão, mais uma vez.
•A penhora da sede do Rancho consta de um processo trabalhista na 7ª Vara do Trabalho de Belém, que tem como reclamante Manoel Soares de Lima Filho.
•Erramos: a coluna disse ontem que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, é evangélico. Não é; é pastor presbiteriano.
•Os prefeitos brasileiros que ainda sonham com algum repasse do FNDE este ano para a merenda escolar podem ir tirando o cavalinho da chuva.
•A transferência de setembro foi mesmo a última do ano, sem prejuízo do valor anual previsto no orçamento para cada município.
•A cidade de Vitória, Espírito Santo, principal cidade brasileira campeã em qualidade de vida, acaba de obter o primeiro lugar no ranking “As Melhores Cidades do Brasil” divulgado pela Veja Negócios.
•O levantamento avaliou indicadores como educação, conexão digital e gestão fiscal.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
ALina Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Rlex Kelian
19 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip commodo.
Roboto Alex
21 de Maio de 2018 ResponderLorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.