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Eliminatórias da Copa: Itália ganha da Irlanda do Norte e Bolívia vira sobre o Suriname

Bolívia levou um susto, mas buscou a virada diante de Suriname e pode voltar à Copa depois de 32 anos

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  • 27/03/26 09:00
Eliminatórias da Copa: Itália ganha da Irlanda do Norte e Bolívia vira sobre o Suriname

São Paulo, SP - A seleção italiana não teve facilidades para ganhar da Irlanda do Norte nesta quinta-feira, no Gewiss Stadium, em Bérgamo, na semifinal da repescagem europeia para a Copa do Mundo da América do Norte. Em uma noite inspirada de Tonali, os tetracampeões eliminaram os primeiros rivais por 2 a 0 e agora terão de ir a Sarajevo para definir com a Bósnia e Herzegovina - que eliminou País de Gales nos pênaltis - quem ficará com a vaga.


A Albânia começou bem contra a Polônia, mas Lewandowski foi decisivo e ajudou a construir a virada por 2 a 1 e pôr fim ao sonho dos comandados do brasileiro Sylvinho. Será a primeira vez que o Brasil não terá um treinador na Copa. Os poloneses vão enfrentar a Suécia, que não teve dificuldades para eliminar a Ucrânia, vencendo por 3 a 1, com três gols do artilheiro Viktor Gyökeres.


Jogando fora de casa, o Kosovo construiu uma virada impressionante contra a Eslováquia por 4 a 3. No jogo decisivo, vão medir forças com a favorita Turquia em Pristina. A Dinamarca furou o bloqueio da Macedônia do Norte e aplicou uma goleada por 4 a 0 e visitará, no confronto decisivo, a República Checa, que despachou a Irlanda nos pênaltis. Todos os jogos estão marcados para a próxima terça-feira, às 15h45.


Jogos eletrizantes


Com tantos jogos concomitantes, a repescagem ganhou contornos eletrizantes. A primeira seleção a abrir o marcador foi a Suécia que enfrentou a Ucrânia em Valência, na Espanha. Os suecos fizeram mais dois gols no segundo tempo, todos com Gyökeres, e puseram fim às chances dos ucranianos voltarem a um Mundial. Os ucranianos ainda descontaram no minuto final com Ponomarenko.


A esperança de ter um treinador brasileiro na Copa parecia renovada pela consistente atuação albanesa em Varsóvia. Os comandados de Sylvinho largaram em vantagem após falha da zaga polonesa. Hoxha passou pela marcação, driblou o goleiro e fez o primeiro. Porém, no segundo tempo, Lewandowski, aos 18, empatou o duelo e Zielinski virou com um golaço, aos 28.


Eslováquia e Kosovo não ficaram para trás em emoção em Bratislava. Os donos da casa inauguraram o placar com Valjent, mas logo os kosovares reagiram com Hodza. Os eslovacos terminaram a primeira etapa em vantagem, com 2 a 1 no placar, graça a um gol de Haraslin. Na volta do intervalo, o Kosovo buscou a virada. Asllani, Muslija e Hajrizi anotaram os gols kosovares. Strelec ainda tentou ajudar a Eslováquia no acréscimo, mas o placar já estava consolidado em 4 a 3.


Dominante desde os primeiros minutos, os dinamarqueses demoraram para marcar um gol contra a Macedônia do Norte. Apenas aos quatro minutos do segundo tempo, Damsgaard fez o primeiro. Isaksen, o segundo e o terceiro, com um intervalo de um minuto entre eles (aos 13 e aos 14). Norgaard deu números finais ao jogo.


Decisão nos pênaltis


Em Praga, República Checa e Irlanda protagonizaram um duelo animado. Os irlandeses abriram 2 a 0 e viram os checos descontarem. Tudo isso em 27 minutos. A emoção parecia que teria fim. Somente aos 41 minutos do segundo tempo, a rede voltou a balançar. Krejci deixou tudo igual para os checos e levou o jogo para a prorrogação, mas o marcador permaneceu inalterado. Nos pênaltis, os checos se classificaram com vitória por 4 a 3.


Em Cardiff, Gales ficou zerado na primeira parte apesar de se postar melhor do que os bósnios. Na segunda etapa, os galeses anotaram o primeiro com Daniel James, aos 6 minutos. A Bósnia, no entanto, confiava em seu experiente artilheiro. Dzeko, de 40 anos, empatou aos 41 da segunda etapa. Com o 1 a 1, a partida foi para a prorrogação.


Sem alteração no placar, os pênaltis decidiram o vencedor. A Bósnia começou perdendo sua penalidade, mas os galeses não conseguiram prevalecer e foram derrotados por 4 a 2.


Bolívia mantem esperanças


A Bolívia levou um susto, mas buscou a virada diante de Suriname e vai enfrentar o Iraque de olho em vaga na Copa do Mundo após 32 anos - não disputa a competição desde 1994. A representante da Conmebol na repescagem - a rival também é da América do Sul, mas defende a Concacaf - se fez valer do melhor preparo físico na etapa final no estádio BBVA, em Monterrey, no México, para chegar aos 2 a 1 e avançar.


A Bolívia, então envolvida na partida diante de um atrevido Suriname e atrás do marcador, necessitou de somente sete minutos após pausa para hidratação para chegar à vitória. A rival resolveu segurar o 1 a 0 e acabou castigada com gols de bico de Paniagua e em cobrança de pênalti do jovem astro Miguelito, do Santos.


A definição para a vaga ocorre no noite de terça-feira, novamente em Monterrey, diante do Iraque, garantido direto no jogo decisivo por ter melhor ranking na Fifa. Quem ganhar entra no Grupo I da Copa do Mundo e estreia diante do Noruega, dia 16 de junho. A chave ainda conta com França e Senegal, que se encaram no mesmo dia.


As seleções chegaram à disputa da repescagem após campanhas distintas. A Bolívia sofreu para ficar em sétimo nas Eliminatórias Sul-Americanas - se garantiu apenas na última rodada - e foi dirigida por três comandantes distintos, entre eles o brasileiro Antonio Carlos Zago.


O Suriname contratou o experiente holandês Henk Ten Cate, de 71 anos, justamente para a repescagem após somar bons resultados e terminar a terceira fase na Concacaf no segundo lugar da chave.


Foto: AFP

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.