Ministro da Fazenda se encontra nesta segunda, 27, com banqueiros para discutir programa; proposta é que juros na renegociação sejam de 1,99%
São Paulo, SP - O programa Desenrola 2.0, que o governo Lula deve lançar nos próximos dias para ajudar brasileiros endividados a resolverem suas pendências financeiras, permitirá o uso do dinheiro do FGTS para que o trabalhador renegocie dívidas inadimplentes apenas se o valor que ele tem poupado cobrir o total do débito.
A Folha apurou junto a integrantes do Ministério da Fazenda que os recursos não poderão ser usados para amortizar as dívidas.
Em um exemplo concreto: se a pessoa tem uma dívida de R$ 2 mil e saldo suficiente no FGTS para pagar o valor completo, ela poderá usar o recurso. Se, no entanto, sua dívida for de R$ 2.500 e o saldo não cobrir o total, ela será impedida de acessar o fundo para esse fim.
O uso de recursos do FGTS foi colocado em dúvida por aspectos jurídicos, mas, de acordo com o Ministério da Fazenda, ele será, sim, permitido.
O ministro da Fazenda, Dario Durignan, se encontrará nesta segunda (28) com representantes de bancos brasileiros em São Paulo para discutir detalhes do programa e superar divergências que ainda persistem.
O governo estabeleceu um novo teto para a cobrança de juros sobre débitos renegociados: 1,99%, menor do que os 2,5% até então anunciados.
O diálogo marcado para esta segunda vista justamente acertar esse valor. A ideia do Desenrola 2.0 é que as instituições financeiras deem descontos de até 80% sobre o valor devido, e que o governo, em contrapartida, entre com a garantia.
Ou seja, se a pessoa não honrar o acordo, o governo paga a dívida por ela. Apenas pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105,00 serão contempladas.
O endividamento das famílias, especialmente as de baixa renda, é visto pelo governo como um dos maiores empecilhos eleitorais para que Lula recupere a aprovação de seu governo, pavimentando o caminho para a sua reeleição.
De acordo com o Datafolha, a avaliação negativa do governo Lula (PT) se manteve estável em 40% pesquisa divulgada em abril, enquanto a positiva foi de 32% para 29% em relação ao levantamento anterior, feito no início de março.
Consideraram o governo regular 29%, ante 26% na rodada anterior. A margem de erro do levantamento, feito entre os dias 7 e 9, de terça é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Foto: Freepik
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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