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Corregedoria manda varas explicar falhas e reforça atendimento à advocacia no Pará

Após relatório da OAB-PA apontar deficiências nos canais virtuais do Judiciário, unidades mal avaliadas terão dez dias para prestar esclarecimentos à Corregedoria do TJ.

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  • Redação | Coluna Olavo Dutra
  • 07/08/26 12:00
Corregedoria manda varas explicar falhas e reforça atendimento à advocacia no Pará
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m relatório elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA) sobre a qualidade do atendimento prestado pelas unidades judiciárias de primeiro grau produziu seus primeiros efeitos práticos dentro do Tribunal de Justiça do Estado.

 

Tribunal de Justiça passa a adotar como regra medidas propostas pela direção da OAB no Pará sobre atendimento à advocacia/Fotos: Divulgação.

Em decisão assinada pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Elvina Gemaque Taveira, a Corregedoria transformou o levantamento apresentado pela entidade em instrumento de fiscalização administrativa e determinou uma série de providências para corrigir as falhas identificadas nos canais de atendimento disponibilizados à advocacia e aos jurisdicionados.

A principal medida atinge as unidades que receberam, no diagnóstico elaborado pela OAB, classificação "Ruim" ou "Inexistente". Elas terão prazo de dez dias para explicar as razões do desempenho insatisfatório e informar quais providências já adotaram - ou pretendem adotar - para sanar os problemas apontados.

A decisão também determina que todas as unidades judiciárias de primeiro grau sejam formalmente cientificadas do teor do despacho e reforça a obrigação de cumprir integralmente o Provimento Conjunto nº 001/2026, que disciplina o atendimento remoto no âmbito do Judiciário paraense.

Balcão Virtual continua

Um dos principais recados da Corregedoria é dirigido às unidades que passaram a utilizar o sistema de agendamento eletrônico Microsoft Bookings. Segundo a decisão, a ferramenta representa apenas mais uma opção de atendimento e não autoriza a desativação dos demais canais institucionais.

Na prática, o Balcão Virtual permanece obrigatório, assim como os demais meios oficiais de comunicação com advogados e cidadãos, que devem funcionar de forma permanente e eficiente. Ao reconhecer o relatório da OAB como importante instrumento de diagnóstico institucional, a Corregedoria sinaliza que as reclamações da advocacia serão incorporadas ao acompanhamento administrativo do funcionamento das unidades judiciais.

Além das intimações às varas, a decisão determina que tanto a OAB quanto a Presidência do Tribunal de Justiça sejam oficialmente comunicadas das medidas adotadas.

Mais do que uma resposta pontual às reclamações da advocacia, o despacho inaugura uma etapa de cobrança formal sobre a qualidade do atendimento prestado pelo Judiciário estadual. Agora, caberá às unidades apontadas como deficientes demonstrar que as falhas foram corrigidas - ou explicar por que elas persistem.

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.