Morte de um chefão reacende a guerra entre facções no México; no Brasil, o perigo é quando o chefão troca o fuzil pelo mandato.
Caso mexicano é alerta: lá, a explosão é visível; aqui, a implosão pode ser gradual. De qualquer forma, a pressão é sobre a população/Fotos: Divulgação.
esde ontem, o México volta a viver o roteiro conhecido: a morte de um líder ligado ao Cartel de Sinaloa - segundo autoridades locais - abriu nova disputa por rotas, territórios e comando interno. Bloqueios, incêndios de veículos, confrontos armados e cidades em alerta. O Estado atinge o topo da cadeia e a base reage com pólvora.
A história recente mexicana mostra que a chamada “estratégia de decapitação” raramente pacifica. Quando um chefão cai, o que surge não é o vazio, mas o racha. Grupos menores se fragmentam, disputam controle, testam forças. E a população paga a conta.
O erro brasileiro seria olhar a cena como espetáculo distante. Aqui, a dinâmica é diferente - e talvez mais perigosa. Organizações como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho não dependem apenas da imposição territorial armada. Avançam onde o Estado é frágil: contratos públicos, transporte alternativo, mineração ilegal, ocupações irregulares, cadeias logísticas, influência eleitoral.
O Brasil corre risco quando o chefão se elege. Não se trata de retórica alarmista. Há investigações espalhadas pelo País mostrando financiamento indireto de campanhas, candidaturas patrocinadas por grupos criminosos, vereadores e deputados com base eleitoral sustentada por territórios dominados. Quando o crime percebe que pode influenciar o voto, descobre que o mandato rende mais que o tráfico.
No México, a disputa é aberta e ruidosa. No Brasil, a infiltração é silenciosa. Não precisa de caminhonete incendiada para ser devastadora. Basta ocupar a comissão certa, travar a CPI conveniente, direcionar orçamento para quem deve favores.
O risco não é apenas aumento de homicídios: é corrosão institucional, município capturado, Câmaras domesticadas, licitação dirigida e Polícia constrangida. A fronteira entre bandido e autoridade começa a borrar - e isso é sempre o ponto de não retorno.
Quando chefes patrocinam políticos - ou se envernizam como tal -, a democracia entra em zona cinzenta. A sociedade deixa de escolher representantes e passa a homologar interesses.
O caso mexicano é alerta, não comparação automática. Lá, a explosão é visível. Aqui, a implosão pode ser gradual. E talvez seja esse o maior perigo. O crime organizado não precisa tomar Brasília à força. Se conseguir chegar pelo voto contaminado, já terá vencido metade da batalha.
•Virou tendência a migração de indústrias brasileiras para o Paraguai, pressionadas pela elevada carga tributária - a maior do mundo -, altos custos de operação e a complexidade regulatória.
•Os setores mais afetados pela debandada são o têxtil-confecções, calçados, autopeças, metalurgia, plásticos, produtos químicos e manufaturas voltadas à exportação.
•O eleitor tem só até o dia 6 de maio para alterar seu local de votação e outros dados cadastrais, direto nos cartórios eleitorais ou pela internet.
•Agro, comércio e construção seriam os setores mais prejudicados com o fim da escala 6x1. Em todos eles a perda de produtividade seria de 1,3%, o que acarretaria no fechamento de 1,6% dos postos de trabalho.
•A regulamentação do trabalho por aplicativo ganha novo capítulo nesta semana. A comissão especial deve voltar a discutir o relatório do projeto que estabelece regras para motoristas e entregadores de plataformas digitais.
•Entre tentativas de consenso e críticas do setor, o texto busca equilibrar proteção social e sustentabilidade do modelo, mas ainda enfrenta divergências que prometem debate acalorado nas próximas sessões.
•O relator do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativo na Câmara, deputado Augusto Coutinho, afirma que seu relatório pode mudar ainda na comissão.
•Coutinho reconhece que estabelecer um piso para transporte de bens pode impactar a dinâmica do trabalho intermediado por aplicativos em regiões de menor renda.
•O relator afirmou que o tema é político e ainda pode ser ajustado para não encarecer o serviço ao consumidor. Se pesar demais para um, o aplicativo desinstala.
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
Comentários
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