A mudança está em vigor desde a terça-feira, 1º, e foi autorizada por portaria conjunta com o governo
Rio de Janeiro, RJ - Os motoristas cadastrados no programa Move Brasil para táxi e aplicativos, o BNDES Move Motoristas, passaram a poder financiar veículos de até R$ 200 mil (valor da nota fiscal), após elevação do teto que era de R$ 150 mil, informou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quinta-feira, 3.
A mudança está em vigor desde a terça-feira, 1º, e foi autorizada por portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, publicada em 19 de setembro, em edição extra do Diário Oficial da União, informou o banco. As novas medidas visam impulsionar o programa, que até o momento teve baixa adesão.
As taxas de juros foram mantidas em até 11,5% ao ano para mulheres e até 12,6% ao ano para os demais motoristas e cooperativas, já incluídas a remuneração do BNDES e o spread dos agentes financeiros. O prazo do financiamento subiu para 84 meses, com carência de até seis meses, e a participação do banco pode chegar a 100% dos itens financiáveis, embora a parcela efetivamente financiada seja definida pela instituição financeira repassadora.
Com base em dados de emplacamentos de 2025 da Fenabrave, o BNDES afirma que a parcela das vendas de automóveis enquadrada exclusivamente no limite de preço avançaria de cerca de 63% para 88%, ressalvando que a estimativa não é projeção de operações e não substitui os demais critérios de elegibilidade.
Para solicitar o crédito, motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas devem se cadastrar na plataforma Move Brasil e, após habilitação, procurar uma concessionária ou instituição financeira credenciada.
A portaria também atualizou os critérios para veículos híbridos. "Os critérios de enquadramento dos híbridos foram revistos, passando a considerar todos os modelos que combinam motor elétrico e motor a combustão interna movido a etanol, gasolina ou ambos", destacou em nota a diretora de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, Maria Fernanda Coelho.
Um levantamento baseado no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular de 2026 apontou consumo energético médio cerca de 24% menor nos híbridos considerados, em comparação com versões convencionais equivalentes, informou o BNDES.
Foto: Divulgação
Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.
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