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Meio Ambiente

Ação marca a soltura de 1.200 quelônios à natureza na Floresta Estadual de Faro

A iniciativa integra os esforços de conservação desenvolvidos dentro da unidade de conservação estadual

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  • Da Redação | Com a Agência Pará
  • 09/03/26 10:00
Ação marca a soltura de 1.200 quelônios à natureza na Floresta Estadual de Faro

Belém, PA - A comunidade Monte Sião, na Floresta Estadual de Faro, cidade do oeste paraense, celebrou a soltura de cerca de 1.200 filhotes de quelônios à natureza, neste final de semana. A iniciativa integra os esforços de conservação desenvolvidos dentro da unidade de conservação estadual e contemplou espécies do tipo tartaruga-da-amazônia e calalumã.


A atividade é fruto de um trabalho comunitário que envolve moradores da região ao longo de vários meses. Desde a coleta dos ovos nas áreas de desova até o acompanhamento da eclosão e soltura dos filhotes, todo o processo leva cerca de três meses e exige dedicação e vigilância permanente. A estratégia aumenta significativamente as chances de sobrevivência das espécies, reduzindo os riscos de predação natural e da ação humana.


Ao longo das três edições do projeto, mais de 2.500 quelônios já foram reintroduzidos no ambiente natural. O trabalho conta com o apoio do governo do Pará por meio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). A Floresta Estadual de Faro se destaca como exemplo de gestão compartilhada entre o poder público e as populações tradicionais.


A ação conta ainda com o apoio da Associação dos Moradores Tradicionais da Floresta Estadual de Faro (Amoflota), do Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon), da Prefeitura e da Câmara Municipal de Faro. A cooperação entre instituições e as comunidade tem sido determinante para consolidar o projeto ao longo dos anos.


A presidente da Associação de Moradores da Floresta Estadual de Faro (Amoflota), Gislene Nogueira, destacou a importância da mobilização comunitária para a continuidade das ações de conservação na região. Segundo ela, iniciativas como a soltura de quelônios fortalecem a união entre os moradores e contribuem diretamente para a proteção da natureza.


“Que essa ação continue cada vez mais, para que a gente possa se unir ainda mais e, a cada ano, fortalecer esse trabalho. É algo muito importante para a natureza. O meu muito obrigado, e que todos se sintam bem-vindos e acolhidos”, afirmou.


Foto: Divulgação

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Olavo Dutra

Jornalista, natural de Belterra, oeste do Pará, com 48 anos de profissão e passagens pelos jornais A Província do Pará, Diário do Pará e O Liberal.