Semana decisiva para

a sorte dos candidatos

Esta semana, às vésperas do primeiro turno da eleição, poderá ser decisiva para a sorte de quase todos os candidatos a prefeito. As denúncias veiculadas nas redes sociais, mesmo abstraindo as claramente injuriosas e outras sem nenhuma consistência processual transbordam para ações de impugnação junto à Justiça Eleitoral. Paira, ainda, sobre candidatos mais notórios, o fantasma dos problemas judiciais que envolvem patrocinadores e apoiadores de candidaturas.

Cem anos

Dentro do programa “Conservando a memória jurídica do Pará”, o Instituto dos Advogados do Pará programa para o próximo dia 25 a comemoração do centenário de nascimento do professor e ex-governador do Pará Aloysio Costa Chaves (foto). Aloysio Chaves foi o único político paraense a integrar, como membro efetivo, os três Poderes da República: juiz do TRT-8ª, senador da  e chefe de governo, além de professor catedrático  e reitor da UPFA.

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Erro no atacado

Garante um experiente estatístico, que já militou em diversos institutos de pesquisa pelo País, que o eleitor nunca esteve tão reticente, tão desconfiado e tão monossilábico como nestes tempos de pandemia, onde parece estar falando mais alto o poder econômico e o patrulhamento dos “caciques” políticos. Et pour cause, prevê ele, nunca, jamais em tempo algum teremos visto tantos resultados díspares do que foi aferido nas pesquisas em vésperas da eleição.

Plenos poderes

O novo delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende, assinou portaria em que delega praticamente todos os principais atos de gestão da Polícia Civil à chefe de Gabinete, delegada  Ana Michele Gonçalves Soares Zagalo. Daniela é do grupo contrário ao ex-delegado-geral Alberto Teixeira e foi indicada ao cargo pelo secretário Uálame Machado. Na prática, Ana Michele assume as atribuições da delegada-geral adjunta, Daniela Santos, em quem parece que o chefe de Polícia não confia nem pintada de ouro. Só pode.

Casa de ferreiro

Decididamente, os administradores das entidades corporativas satélites do Basa não costumam fazer bons negócios com o patrimônio dos associados. A Casf, por exemplo, vendeu, em módicas prestações, o prédio onde funcionava a Casf Corretora por R$ 3 milhões. O comprador pagou R$ 500 mil de entrada, com parcelas restantes à base de R$ 500 mil que, diga-se de passagem, foram vencendo a cada 30 dias e nada de serem resgatadas. Verdade que o negócio foi desfeito pela diretoria da Casf, mas o comprador tenta até hoje conseguir uma indenização na Justiça.

Tudo pode

A Vara Cível de Vigia, região nordeste do Estado, encaminhou ofício à Secretaria da Fazenda do Estado determinando a inclusão da empresa Ecomar e Controladas no cadastro de beneficiários do Programa de Subvenção Econômica do Óleo Diesel Marítimo, independente de estar ou não inscrita no Cadin, o cadastro de inadimplentes do governo federal – e está. Para quem não lembra, a Ecomar vive em recuperação judicial desde 2013, um dos processos mais longos a se arrastar no Judiciário paraense, mas continua gozando das benesses dos prazos processuais.

Mais emprego

A mineradora RMB e a holding Grupo Sabes, formada por empresários mineiros para investir em projetos de mineração, logística e desenvolvimento de novos negócios, assinaram acordo de investimentos de US$ 200 milhões para os próximos três anos para agregar valor na produção, beneficiamento e industrialização do minério de manganês. Ao todo, está prevista a geração de 1, 2 mil empregos diretos e a implantação de uma nova planta de beneficiamento, sem barragem de rejeitos, em Marabá, sudeste do Estado.

Meia volta

O Tribunal de Justiça do Pará decidiu retomar a vigência das restrições funcionais de todas as unidades judiciais estabelecidas no início da pandemia do coronavírus, em março. Portaria assinada pelo presidente, desembargador Leonardo Tavares pontua, principalmente, a frequência apenas de metade dos servidores em revezamento, ausência dos integrantes do grupo de risco, retomada dos protocolos de segurança e o trabalho remoto. A vigência da medida depende da pandemia.

Pela Amazônia

A Vale integra a Plataforma Parceiros pela Amazônia, plataforma de ação coletiva voltada para o fomento de novos modelos de desenvolvimento sustentável na região. A empresa participa de dois grupos de trabalho: Mercados e Territórios. O primeiro foca em ações de desenvolvimento de cadeias de valor locais; o segundo promove o diálogo e a cooperação entre o governo local, comunidades e a iniciativa privada em ações relacionadas ao planejamento, gestão e desenvolvimento territorial.

Valor da compra

Ano passado, a mineradora conquistou, pelo 5º ano consecutivo, a categoria Absolutus do VIII Prêmio Redes de Desenvolvimento como a empresa que mais comprou em volume total de investimento no Estado, alcançando a cifra de R$ 5,3 bilhões em compras de empresas instaladas no Pará. Cerca de 40 grandes, médias e pequenas empresas, organizações da sociedade civil e parceiros internacionais integram a plataforma.

Cara dura

Candidato do MDB à Prefeitura de Parauapebas, sudeste do Estado, Darcy Lermen, que teve pedido de registro de candidatura negado nesta semana pelo procurador Regional Eleitoral em exercício Alan Mansur, não está nem aí, como se diz, para a decisão; muito pelo contrário. Tranquilo e calmo, ele garante que seguirá firme. “Para quem conseguiu, na eleição passada, ‘saída jurídica’ para concorrer e até ganhar com prisão preventiva em aberto e condenação do TCE, essa decisão é fichinha…”, ironizam seus adversários.

  • Um dos palestrantes do Fórum Mundial Amazônia+21, em Porto Velho, é o diretor da Universitec, Gonzalo Enríquez, no painel “A Riqueza da Bioeconomia: Ciência, Tecnologia e Informação”.
  • O professor Gonzalo Enríquez vem a ser marido da ex-secretária do governo Jatene Maria Amélia Enríquez, o que não aplaca a fúria das classes empresariais do Pará relacionadas ao evento.
  • Dr. Daniel abriu mão de promover comícios antes mesmo da decisão do TER do Pará, mas vinha pagando a “bandeirada” a R$ 100 por pessoa. Quem pode, pode…
  • Não se sabe onde andam – muito menos o que fazem – os diretores da Polícia Civil exonerados em massa por integrarem a  gestão do ex-delegado-geral Alberto Teixeira.
  • A maioria dizia trabalhar “exaustivamente”, tirando os famosos “plantões remunerados” na folga e agora não aparecem nem no expediente normal.
  • Mesmo sendo réu em duas ações de improbidade administrativa, a Corregedoria da Polícia Civil não instaurou nenhum processo para apurar supostas irregularidades cometidas pelo ex-delegado-geral Alberto Teixeira. 
  • A crise causada pela pandemia atingiu em cheio os sócios da tradicional Assembleia Paraense, em Belém.
  • Cerca de 10% dos associados ficaram em situação de inadimplência em relação  às mensalidades, o que levou a diretoria a adotar um plano de parcelamento para que muitos não perdessem seus títulos.
  • A primeira mulher brasileira – é paraense de Icoaraci – a comandar um meganavio mercante mundo afora se confessa confiante de conquistar uma cadeira na Câmara de Belém.
  • A comandante Hildelene, que participa de 12 reuniões políticas por dia, tem chamado atenção pelo jeito de fazer campanha, no corpo a corpo com o eleitor.
  • Joseph Robinette Biden Jr., 78 anos, acabou de vestir de azul, a cor do Partido Democrata norte-americano, a Pensilvânia, Estado onde nasceu. Joseph é José.
  • Um Zé – lá chamado de Joe – deve assumir a Casa Branca depois de quatro anos de com Donald Trump.
  • Também deve vencer em Nevada, a terra dos ETs no planeta Terra, onde está localizada a famosa Área 51, sem falar nos cassinos de Vegas. 
  • Decididamente, até São Pedro parece ter decretado guerra contra Darcy. Ontem, o aguaceiro que alagou Parauapebas derreteu as obras eleitoreiras da periferia, antecipando a agonia do povo com os seculares alagamentos.

Joy Colares

Final de ano não será

igual aquele que passou

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Presidente do Sindicato dos Lojistas de Belém, o empresário Joy Colares (foto) estima a contratação de trabalhadores menor do que a do ano passado – cerca de 4 mil vagas, apenas – e que não haverá incremento significativo de vendas. O empresário atribui à pandemia do novo coronavírus dificuldades da indústria na reposição de estoques em setores específicos de produção.

  • Quais as perspectivas do comércio lojista e varejista para este final de ano tão atípico?
  • Temos grande expectativa. Com certeza não teremos um incremento de vendas em relação ao ano passado, considerando todos os segmentos. A queda no nível de empregos, a redução da renda da população em geral, principalmente dos autônomos, e a preocupação com o tempo que esta pandemia ainda vai perdurar trazem insegurança ao consumidor.
  • Você acredita no aumento das contratações de pessoal, não só no comércio como dos demais setores, aquecendo a economia e gerando consumo?
  • Sim, mas não em relação ao ano passado e sim ao período da pandemia. Estimamos a contratação de 4 mil postos de trabalho para o varejo a partir da segunda quinzena de outubro, até a primeira de dezembro – menos que as 5,5 mil contratações fechadas ano passado.
  • Os lojistas estão preparados com estoques e pessoal para atender uma demanda reprimida e aquecida, que, aliás, vem surpreendendo alguns economistas?
  • Não, em razão de a indústria estar com falta de matéria-prima e componentes para montagem de seus produtos. Os segmentos de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e mobiliários estão com muita dificuldade de reposição de estoques. O alto preço do dólar também está dificultando a reposição desses estoques. Somente o segmento de confecções, que foi o que mais caiu durante a pandemia, tem estoque para o fim do ano.
  • Como você vê essa nova tendência das vendas, o e-comerce, e também a vontade do cliente de não abrir mão de escolher pessoalmente a sua compra? 
  • A pandemia trouxe para o varejo uma quantidade enorme de empresas que não atuavam no e-commerce e também uma quantidade imensa de pessoas que nunca haviam comprado pela internet, por receio ou por falta de habilidade para tal. Não há dúvida de que o varejo físico perdeu e vai continuar perdendo muitas vendas para o comércio eletrônico. Porém, existem produtos, principalmente moda, que a experiência da compra é fundamental e muita gente não abre mão disso. Confecção é um exemplo: como no Brasil a modelagem não é padronizada, o cliente quer provar a roupa para ver se ficou boa em seu corpo.
  • O consumidor está mais exigente? Ele pesquisa preços, conhece os produtos, exige mais do vendedor?
  • Sem dúvida, cada vez mais o cliente se informa antes de adquirir um produto. A televisão e a internet proporcionam um nível de acesso do consumidor ao produto, o que faz com que ele conheça e saiba exatamente o que deseja e quer comprar. O vendedor não pode ser mais simplesmente um atendente; ele tem que conhecer bem as características do seu produto para poder convencer o cliente de que está fazendo uma boa compra.
  • Há muita diferença do comércio de shopping para o comércio de rua?  Eles continuam crescendo iguais, ou os consumidores frequentam os dois?
  • Sim. Os shopping-centers oferecem maior conforto e mais segurança, porém, com preços menos acessíveis. Já o comércio de rua oferece mais variedade e menor custo das mercadorias. O mix de lojas dos shoppings está diminuindo consideravelmente. Hoje, o consumidor encontra uma concentração de lojas das grandes redes varejistas. As pequenas lojas estão diminuindo em razão do custo operacional de ter loja em shopping. Os shopping estão se transformando em centro de entretenimento, mais do que centro de compras. E quanto aos consumidores sim, frequentam os dois espaços, dependendo daquilo que querem e podem comprar.

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