Tratamento adequado garante segurança ao produto/Divulgação

Indústria de pesca do Pará se posiciona
e adverte sobre informações desencontradas

Informações sem embasamento técnico podem ser prejudiciais tanto para os consumidores de pescados quanto para as famílias que vivem dessa atividade, destaca nota oficial assinada pelo presidente do Sinpesca, Apoliano Nascimento.

Apoliano, Sinpesca

O Sindicato das Indústrias de Pesca, da Aquicultura, das Empresas Armadoras e Proprietários de Embarcações Pesqueiras do Estado do Pará – Sinpesca-Pará, entidade representativa do setor, vem tranquilizar a população paraense quanto às questões relacionadas à possibilidade de contaminação pela Síndrome de Haff (Doença da Urina Preta), descoberta em 1925, a partir do suposto consumo de peixes e crustáceos:

  • 1) Embora os registros de casos no Amazonas, Bahia, Pernambuco e Pará não sejam alarmantes frente ao universo de pessoas que diariamente se alimentam de peixe, não há motivo para pânico do consumidor, muito menos justificativa explícita para se abandonar drasticamente o consumo de pescado;
  • 2) Como afirma a Dr. Ana Lúcia Viana, diretora do Departamento de Produção de Origem Animal (Dipoa), do Ministério da Agricultura e Abastecimento, “ainda não é possível atribuir somente à ingestão de peixes, de água doce ou salgada, a origem dessa doença” já que não se conhece a exata procedência da biotoxina causadora da contaminação. Segundo ela, as autoridades sanitárias do País já investigam todas as hipóteses, com todo rigor científico, em busca da real origem da síndrome a fim de estabelecer os melhores caminhos de prevenção e tratamento;
  • 3) O Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, a Secretaria Nacional da Pesca, a Secretaria de Estado de Saúde Pública e o Sinpesca-Pará são unânimes em orientar que, no momento da compra de pescados, o consumidor deve  observar se o produto está acondicionado sob aceitáveis condições de higiene e, se possível, se o estabelecimento oferece a segurança de um serviço de inspeção oficial (municipal, estadual ou federal), a fim de garantir que esses alimentos recebem manipulação e acondicionamento seguros, além rastreabilidade, dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.
  • 4) É oportuno orientar que a sociedade fique atenta para algumas informações desencontradas e boatos que circulam na grande mídia e  redes sociais, às vezes sem o menor embasamento técnico e que podem prejudicar tanto os consumidores de peixes quanto milhares de famílias que dependem desta atividade. Portanto, seja cauteloso(a) ao repassar tais informações de origem duvidosa.

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